Águas Revoltas

Águas Revoltas
Para lá do Horizonte...Somewhere over the rainbow....

sábado, 5 de junho de 2010

Porque que Gritamos ao discutir?!






Faz todo o sentido...

Um dia, um pensador indiano fez a seguinte pergunta a seus discípulos:'

Por que as pessoas gritam quando estão aborrecidas?'
'Gritamos porque perdemos a calma', disse um deles.
'Mas, por que gritar quando a outra pessoa está ao seu lado?' Questionou novamente o pensador.

'Bem, gritamos porque desejamos que a outra pessoa nos ouça', retrucou outro discípulo.

E o mestre volta a perguntar: 'Então não é possível falar-lhe em voz baixa?'

Várias outras respostas surgiram, mas nenhuma convenceu o pensador.

Então ele esclareceu: 'Vocês sabem porque se grita com uma pessoa quando se está aborrecido?'

O facto é que, quando duas pessoas estão aborrecidas, seus corações se afastam muito.

Para cobrir esta distância precisam gritar para poderem escutar-se mutuamente.

Quanto mais aborrecidas estiverem, mais forte terão que gritar para ouvir um ao outro, através da grande distância..

Por outro lado, o que sucede quando duas pessoas estão enamoradas?

Elas não gritam. Falam suavemente. E por quê?

Porque seus corações estão muito perto. A distância entre elas é pequena.

Às vezes estão tão próximos seus corações, que nem falam, somente sussurram.

E quando o amor é mais intenso, não necessitam sequer sussurrar, apenas se olham, e basta.

Seus corações se entendem. É isso que acontece quando duas pessoas que se amam estão próximas.

' Por fim, o pensador conclui, dizendo:

'Quando vocês discutirem, não deixem que seus corações se afastem, não digam palavras que os distanciem mais, pois chegará um dia em que a distância será tanta que não mais encontrarão o caminho de volta'.




E depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!















Soneto quase inédito






Surge Janeiro frio e pardacento,

Descem da serra os lobos ao povoado;

Assentam-se os fantoches em São Bento

E o Decreto da fome é publicado.





Edita-se a novela do Orçamento;

Cresce a miséria ao povo amordaçado;

Mas os biltres do novo parlamento

Usufruem seis contos de ordenado.



E enquanto à fome o povo se estiola,

Certo santo pupilo de Loyola,

Mistura de judeu e de vilão,



Também faz o pequeno "sacrifício"

De trinta contos - só! - por seu ofício

Receber, a bem dele... e da nação.








JOSÉ RÉGIO Soneto escrito em 1969, no dia de uma reunião de antigos alunos.
Tão actual em 1969, como hoje...
E depois ainda dizem que a tradição já não é o que era!!!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

PENA QUE SE DESCOBRE TARDE DEMAIS, OU NUNCA...





Coisas que a vida ensina depois dos 40



Amor não se implora, não se pede, não se espera... Amor se vive, ou não.

Ciúmes é um sentimento inútil. Não torna ninguém fiel a você.

Animais são anjos disfarçados, mandados à terra por Deus para
mostrar ao homem o que é fidelidade.

Crianças aprendem com aquilo que você faz, não com o que você diz.

As pessoas que falam dos outros pra você, vão falar de você para os outros.

Perdoar e esquecer nos torna mais jovens.


Água é um santo remédio.


Deus inventou o choro para o homem não explodir.


Ausência de regras é uma regra que depende do bom senso.

Não existe comida ruim, existe comida mal temperada.

A criatividade caminha junto com a falta de grana.

Ser autêntico é a melhor e única forma de agradar.

Amigos de verdade nunca te abandonam.

O carinho é a melhor arma contra o ódio.

As diferenças tornam a vida mais bonita e colorida.

Há poesia em toda a criação divina.

Deus é o maior poeta de todos os tempos.

A música é a sobremesa da vida.

Acreditar, não faz de ninguém um tolo. Tolo é quem mente.

Filhos são presentes raros.

De tudo, o que fica é o seu nome e as lembranças acerca de suas ações.

Obrigado, desculpa, por favor, são palavras mágicas, chaves que
abrem portas para uma vida melhor.

O amor... Ah, o amor...
O amor quebra barreiras, une facções, destrói preconceitos, cura doenças...
Não há vida decente sem amor!
E é certo, quem ama, é muito amado.
E vive a vida mais alegremente...

© Artur da Távola - 1936/2008

sexta-feira, 30 de abril de 2010

terça-feira, 27 de abril de 2010

VIVER DESPENTEADA




Decidi aproveitar a vida com mais intensidade...


O mundo é louco, definitivamente louco...


O que é bom, engorda.


O que é lindo, custa caro.


O sol que ilumina o teu rosto, enruga.


E o que é realmente bom nesta vida, despenteia...


- Fazer amor - despenteia.


- Nadar - despenteia


- Pular - despenteia.


- Tirar a roupa - despenteia.


- Brincar - despenteia.


- Dançar - despenteia.

- Dormir - despenteia.

- Beijar com ardor - despenteia.



É a lei da vida: Vai estar sempre mais despenteada a mulher que decide andar na montanha russa, que aquela que decide não subir.


Por isso, a minha recomendação a todas as mulheres:
Entrega-te, come coisas gostosas, beija, abraça,dança, apaixona-te, relaxa, viaja, salta,dorme tarde, acorda cedo, corre, voa, canta, arranja-te para ficares linda, arranja-te para ficares confortável, admira a paisagem, aproveita, e acima de tudo:


Deixa a vida despentear-te!!!!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

AMIGOS






Escolho meus amigos, não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila.


Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante.(...)


Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo.


Deles não quero resposta, quero o meu avesso.(...)


Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta.(...)


Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem,mas lutam para que a fantasia não desapareça.


Não quero amigos adultos nem chatos


Quero-os metade infância e outra metade velhice.


Crianças, para que não esqueçam o valor do vento no rosto: e velhos, para que nunca tenham pressa.


Tenho amigos para saber quem eu sou.


Pois os vendo, loucos e santos, bobos e sérios, crianças e velhos, nunca me esquecerei de que normalidade" é uma ilusão imbecil e estéril."